“Fertilizante caro em solo ácido é prejuízo”
A calagem atua na correção do pH
A calagem atua na correção do pH - Foto: Canva
A correção do solo segue como um dos principais fatores para garantir eficiência no uso de insumos e melhor retorno econômico na produção agrícola. Segundo Antonio Prado G. B. Neto, CEO da Pirecal, fertilizante caro aplicado em solo ácido não representa investimento, mas prejuízo disfarçado de tecnologia.
Em um cenário de custos elevados, a base da produtividade volta a ganhar destaque com a agronomia centrada no manejo adequado do solo. A ausência de correção compromete diretamente a eficiência da adubação, limitando o aproveitamento dos nutrientes pelas plantas.
Em áreas com pH inferior a 5,5, a presença de alumínio em níveis elevados, a fixação de fósforo e a baixa disponibilidade de cálcio, magnésio e potássio reduzem a atividade biológica e dificultam o desenvolvimento das culturas. Como consequência, a eficiência do fertilizante pode cair entre 30% e 70%.
De acordo com o especialista, o impacto econômico é expressivo. Em um investimento de R$ 1.000 por hectare em fertilizantes, até R$ 700 podem não se converter em produtividade, refletindo diretamente no resultado final da lavoura. Ainda assim, a prática de adiar a aplicação de calcário segue recorrente no campo, mantendo o solo em condição de baixa eficiência.
A calagem atua na correção do pH, neutraliza o alumínio tóxico, aumenta a capacidade de troca catiônica e libera nutrientes essenciais para as plantas. Com isso, o solo se torna mais equilibrado e apto a potencializar o efeito dos fertilizantes, favorecendo maior absorção de nutrientes, crescimento radicular e produtividade.